terça-feira, 27 de setembro de 2011

Comercial do Seguro Fiador da Porto Seguro. Muito engraçado! Acabei de ver na TV.

domingo, 25 de setembro de 2011

MEMORIES

Um homem encontra pedaços de negativos fotográficos na rua, a caminho de casa.

sábado, 24 de setembro de 2011

MARTIN E MARIANA

Tem uma cidade inteira entre a gente Milhões de estranhos nos escondendo
E não nos vemos
O que importa está a poucos segundos da vida entre mim e ti:
Tudo que temos que fazer é atravessar a parede que não é de verdade.
 Tem o que não precisa haver que nos impede
Tem o que não tem que ser que não nos conhece:
Só precisamos saber que eu sou teu e que você existe.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ESQUECER O FUTURO

Não deixei de pensar nisso:
por um instante emudeci
o segundo em que durou o estranhamento
basta agora pra dizer tudo o que eu sinto
No momento em que
Conheci tudo o que tenho.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sign Language

Ben está no seu último dia de trabalho como "board guy" que é aquela pessoa que fica nas ruas movimentadas de Londres segurando cartazes promocionais. Ele fala com orgulho da sua "profissão", considera-se alguém importante no cenário urbano. Todos os dias, ao chegar na esquina em que trabalha, na Oxford Street, Ben vê uma linda garota que distribui panfletos. Mas ele nunca teve coragem de se aproximar dela, embora pareça que ela o nota e espera dele alguma iniciativa. Quando o alarme do relógio soa, Ben percebe que está terminando o seu dia de trabalho, como todos os dias. Mas este é diferente porque é o último. Se tiver que ser agora, a última chance de tomar coragem para ao menos se despedir da "colega" é esta. É aí que os outros board guys entram no jogo para dar uma forcinha. No verso dos seus cartazes, está escrito "Adeus, Ben, vamos sentir sua falta" e "Antes de ir embora, fale com ela".

SIGN LANGUAGE,Grã- Bretanha, 2010, 5 min. Roteiro por Stephen Fellows; dirigido por Oscar Sharp. Elenco: Jethro Skinner (Ben), Laura Mugridge (Anya) e os board-guys Pat Kelman(Harry),Robert Waters(Alex),Tiernan Hanby(Chris)e Neal "Monkey" Stevens(Steve).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Twittando e blogando e seguindo a canção...


Eu meio que abandonei o meu blog depois que "descobri" o Twitter, sob a influência de uma amiga entusiasta da rede social dos 140 caracteres. Confesso que de início eu tinha uma certa desconfiança a respeito do passarinho azul, achando (meio que preconceituosamente) que o Twitter só prestava para "celebridades" se promoverem, se exibirem, ou pra disseminar, na velocidade de um carro de fórmula um, as besteiras cometidas por essas mesmas celebridades. Mas a impressão se desfez quando vislumbrei as possibilidades dessa rede social: ao mesmo tempo que serve pra repercutir um monte de bobagens, um monte de idéias erradas, o Twitter, como tudo na Internet, pode ser usado para espalhar coisas boas. Com um leve toque, um suave cutucão, posso levar mneu interlocutor a lugares interessantes, posso compartilhar grandes idéias, posso levar ao conhecimento dos corações e mentes de todos os meus "seguidores" as coisas que eu tenho visto no mundo, o que acabo de conhecer ou de ficar sabendo, ou algo de que me lembrei. Imediatamente, na mesma velocidade do pensamento, logo todos (ou pelo menos os mais chegados) ficam sabendo. Vou ficar na dúvida agora se o assunto merece um tweet ou uma...blogada. Em todo caso, de uma forma ou de outra as pessoas mais queridas (isso te inclui) terão notícia de mim e do que eu estou aprontando por meio de uma dessas duas "caras virtuais" que eu tenho na Internet.

sábado, 6 de agosto de 2011

LOVE LANGUAGE

domingo, 31 de julho de 2011

END OF THE GAME

(apesar de Sara não ter gostado)

Ela esperou tanto que enfim
acabou
O que estava por vir, não veio
E o que era pra ser, não foi
Ele ficou rondando a palavra
Sem dizer porque
Até que disse algo
Sem sentido
Ou que era para ser entendido
ao avesso
No fim, ela cansou
E se rendeu ao silêncio.

A JANELA

Colaboração de Sara Dutra

Quando abro a janela te vejo
Quando fecho a janela te espero
Quando a janela vibra te encontro
Quando a janela aparece te respondo
Culpa da janela!

AQUELA PALAVRA

É o mínimo que eu posso dizer
Mas nessa palavra
uma palavra pode conter tudo
E ainda deixar algo a ser dito.
Fica a mercê de quem me entende
fazer sentido.

(sem título)

De lá pra cá
e daqui em diante
Ou seja: sempre.
Desde o início e muito antes
E bem depois de tudo.
Algo sem princípio e fim
como um círculo.

AMOR PLATÔNICO MODERNO

Hoje eu percebi,
pela primeira vez,
algo que você achou que saberia esconder
"Pela tela, pela janela"
Eu senti um leve tremor
Quando a palavra parou no meio da linha
E você desconversou
Agora eu entendi o que você queria dizer e
nunca diz
do outro lado da linha,
a carinha alegre dizia
que você não estava feliz.

NÃO POR ACASO

Foi tamanha a surpresa que eu já esperava
e não acreditava mais que viria
Suspeitava sim que seria
Sem certeza

Estava sempre lá e eu não sabia
se soubesse já teria encontrado
Sabendo que já me procurava
e tinha visto

Eis que então, pelo previsto
E não por acaso
Um de nós dois que não sou eu
fez o que tinha que ser feito:

juntou os atos e os efeitos.

O TEMPO EM SUSPENSÃO

Estive esperando pacientemente
aflito para falar
enquanto isso em silêncio
Pensando nisso
Fazendo algo para pra não pensar
sabendo que não daria certo
Estive parado correndo contra o tempo
prendendo o ar
Pra voltar a respirar com você
Você me disse que não ia demorar
Mas voltou tão devagar que
Se eu esperasse mais um dia
Finalmente aprenderia a esperar.

UM CERTO ACASO

Algo sobre alguém que você sabe quem é
tem que acontecer
Pelo que já é tende a ser o que se quer
e pode ser se eu quiser
e você corresponder.

TOLO AMOR

A princesa riu
e o bobo ficou feliz
Pensando que o riso dela
era porque ele era um belo princípe.

DOIS A UM

Um dia eu te ganho
E me perco
Um por um dos meus medos
Você vai me roubar
Qualquer hora me rendo
Pra te levar.

domingo, 17 de julho de 2011

VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADA

"Sorria, você está sendo filmado". Diz uma pesquisa recente que cada pessoa pode ser filmada em média, 60 vezes por dia. Nas ruas, nos hipermercados, nas lojas, nos corredores da escola ou do local de trabalho, na portaria do seu prédio, no trânsito, tudo o que você está fazendo, suas atividades mais triviais, pode estar nesse momento sendo observado por um guarda de segurança uniformizado. Muitas pessoas acreditam que essa vigilância permanente de todos os nossos passos na vida cotidiana de uma grande metrópole significa invasão de privacidade, uma espécie de voyeurismo oficial. Por essas câmeras, tanto se pode flagrar um cliente de supermercado furtando uma lata de atum, como um casal em carícias mais íntimas num canto de uma calçada, ou um ladrão arrancando a bolsa de uma senhora, ou a placa de um veículo que acabou de avançar o semafóro. Ou seja: nada escapa às lentes, nada se pode fazer escondido, ou impunemente. No longa de estréia do argentino radicado no Uruguai, Adrián Biniez, "Gigante" (2009, Vencedor do Urso de Prata do Festival de Berlim), temos um tímido guarda de segurança chamado Jara (Jarita, para os colegas) que trabalha no turno da noite na sala de vigilância de um grande supermercado da capital uruguaia, Montevídeu. Nesse horário, a loja já está fechada e, em vez de clientes, os corredores são ocupados por um batalhão de faxineiras, carregadores e repositores de mercadorias. Jara é um cara grandalhão, forte e um pouco obeso, muito calado e sossegado, que curte rock pesado, mas sempre nos fones de ouvido. Mora sozinho, de vez em quando cuida do sobrinho, e nos finais de semana faz um bico em uma boate perto de casa, expulsando clientes mais exaltados, apartando brigas. Seu dia a dia é quase sempre esse: da casa pro trabalho e do trabalho para casa, dormindo na frente da TV e, às vezes, na frente dos monitores da salinha de controle. Um dia sua monótona rotina sofre uma reviravolta: pelos monitores de vídeo, Jara assiste o gerente do supermercado dando um pito em uma empregada da limpeza que, sem querer, derruba uma pilha de rolos de papel higiênico; dando um zoom na imagem, Jara percebe a expressão constrangida da faxineira, quase chorando, mãos trêmulas; mas no que Jara mais presta atenção é o lindo rosto da jovem. Essa imagem fica na sua cabeça e ele se apaixona nesse mesmo instante pela garota. O rapaz passa então a seguir todos os passos dela: descobre o seu nome, Julia, roubando a ficha de identificação dela no arquivo do RH; segue-a até em casa, na lan house, no cinema, na loja de conveniência, sem jamais aparecer ou se apresentar. No início desse texto, falamos na vigilância secreta das câmeras: o que Jara faz é a mesma coisa - vê sem ser visto, segue sem ser notado, conhece sem ser conhecido. Julia segue sempre alheia a esse "assédio secreto" do vigilante. Mesmo quando ela encontra com outros rapazes, no trabalho ou não, Jara está ali, bem perto, observando e registrando tudo, como se ele mesmo fosse uma câmera de vigilância.
Assista ao trailer

GIGANTE (Gigante, 2009,Uruguai/Argentina/Alemanha-Espanha, 90 min; Direção Adrián Biniez; com Horacio Camandulle e Leonor Svarcas)